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mundo
Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas

Federico García Lorca

Sendo este um BLOG DE MARÉS, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.



noites com poemas 2

noites com poemas

MAR DE
POEMAS
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PERCURSOS EM CASCAIS - um mar de escritas
20 de Dezembro de 2008, Biblioteca Munic. S. Domingos de Rana

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22 OLHARES SOBRE 12 PALAVRAS
05 de Dezembro de 2008, Lisboa - Livraria Barata

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X ENCONTRA A FUNDA
23 de Novembro de 2008, Caldas da Rainha - Óbidos - Vau - Guisado

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22 OLHARES SOBRE 12 PALAVRAS
22 de Novembro de 2008, Porto - Palacete Viscondes de Balsemão

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IX ENCONTRA-A-FUNDA
28 e 29 de Junho de 2008, Coimbra

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FARÂNDOLA DO SOLSTÍCIO - lançamento do livro
Fotos de Lourdes Calmeiro e de Alexandre Castro
31 de Maio de 2008, no Museu da Electricidade - Lisboa

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POEMAS DE MENAGEM - lançamento do livro
Fotos de Lourdes Calmeiro e de Alexandre Castro
15 de Março de 2008, na Junta de Freguesia de Carcavelos

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VII ENCONTRA A FUNDA
Caria e Sortelha
23 e 24 de Junho de 2007

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A SENHORA DE OFIÚSA
Recinto megalítico dos Almendres
10 de Novembro de 2007

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VII ENCONTRA A FUNDA
Caria e Sortelha
23 e 24 de Junho de 2007

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OS CONVIVAS DO COSTUME - Encontro de Blogs
Parede (Cascais)
14 de Abril de 2007

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VI ENCONTRA A FUNDA
Setúbal
18 e 19 de Novembro

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HAVIA TRIGO
Miranda do Douro
05, 06 e 07 de Outubro de 2006

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V ENCONTRA A FUNDA
Porto - Vila Nova de Gaia
23,24 e 25 de Junho de 2006

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Encontro
do LETRAS COM GARFOS
Vila Nova de Gaia
17 de Junho de 2006

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Encontro
A POESIA NOS BLOGS
Santarém
4 de Março de 2006

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Julho 06, 2009

o semeador de estrelas

Quase em jogo de parada e resposta, esgrima a que os afectos também nos conduzem, mão amiga fez-me chegar esta imagem, obtida em jogo de luz e sombra numa escultura existente em Kaunas, na Lituânia, e que dá pelo sugestivo nome de Semeador de Estrelas.

As estrelas, pintadas na parede em fundo, passam despercebidas durante o dia. Mas assumem a sua dimensão escultórica (pictórica...?) no tal jogo de luz e sombra que a noite propicia.

Coisa assim sugestiva não poderá ficar sem resposta...

um poeta é um semeador de estrelas
de breu seja o céu
de sol seja o tempo a não deixar vê-las
ele deve lançá-las
num tempo só seu
que se faz de todos no breve momento
em que os olhos vão
dar
ao firmamento

e o poeta irá
de mãos como a terra
lançar as palavras de encontro ao vento
nesse chão que lavras
buscando sustento
onde nascerão corpos siderais
no amanho ameno de quantos quintais
cultivem estrelas
só porque são belas

porque tão reais
tão árduo sabê-las


- poema de Jorge Castro

Afixado por: OrCa / 22:25


Julho 05, 2009

as cidades construídas
pintura de Maria Eduarda Oliveira


Tal como anunciado, foi inaugurada a exposição de pintura de Maria Eduarda Oliveira, As Cidades Construídas, na Biblioteca Municipal de Sâo Domingos de Rana, que contou com a presença das anfitriãs, Dra. Ana Clara Justino, vereadora do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Cascais, e Dra. Helena Xavier, responsável da Biblioteca, com quem sempre temos sabido contar, numa cristalina simbiose de interesses que cresceu até à amizade...


A Paula Raposo, companheira fiel destas andanças, partilhou comigo a admiração pela qualidade e intensidade das obras expostas...


Não foi, pois, difícil, encontrar as palavras que reflectissem as ambiências ali propostas...

A Maria Francília Pinheiro, mãe enlevada da artista e, também, companheira assídua das Noites Com Poemas, trouxe-nos a sua visão dos percursos urbanos...


Como costumo dizer, quando há motivos fortes para tanto, quem não foi não sabe o que perdeu... Enfim, terá oportunidade, até ao próximo dia 01 de Agosto. Não a perca!

Afixado por: OrCa / 09:12


Julho 03, 2009

cidades em construção
a pintura de Maria Eduarda Oliveira

Convido-vos

Amanhã, dia 04 de Julho, pelas 18 horas,
na Biblioteca Municipal de Cascais
em São Domingos de Rana

Maria Eduarda Oliveira

inaugura a sua Exposição de Pintura

Cidades em Construção

Licenciada em Medicina, Maria Eduarda Oliveira aventurou-se na pintura já depois de completar cinquenta anos, tendo frequentado o Curso Artístico de Pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes. Para além de ter participado em exposições colectivas, em 2008 apresentou uma exposição em nome próprio no Hospital Garcia da Orta, em Almada.

Nós lá estaremos.

Afixado por: OrCa / 21:07


Julho 02, 2009

quotidiano delirante

A modos que em homenagem a um autor galego de Banda Desenhada que eu aprecio sobremaneira, o Miguelanxo Prado, ocorreu-me assim nomear esta croniqueta.

Entre um Dias Loureiro de quem se esperou cuidadosamente que deixasse de ser conselheiro de estado para o constituir arguido - ah, este temor reverencial pelas santas instituições...! - e que, de tudo, nada sabia, num estado de pureza original que nem a Virgem concebendo sem pecado, até a um Manuel Pinho, literalmente, nos cornos do mundo, em chicuelina de fino recorte na Assembleia da República e que fará, seguramente, escola, já que os bons exemplos do alto vêm, passando pela saga comercialona, americanóide e muito vista do Michael Jackson em agruras de endeusamento post-mortem - lembram-se do Elvis Presley, lá pelos quarenta e muitos anos, gordo, fanhoso, alcoolizado e tal, guindado, após a morte, a uma espécie de segunda edição de Jesus Cristo, com procissões, peregrinações e dólares aos milhões? - e rematando, enfim, na trampolinice das eleições do Benfica, onde já não se sabe da lei nem do roque nem, na verdade, isso parece incomodar quem quer que seja, tudo é de molde a guindar-nos a um supremo limiar de espiritualidade...

Pelo caminho - que até me esquecia, neste turbilhão de desimportâncias! -, António Costa grita, da janela da Câmara de Lisboa, que o ministro Mário Lino é um marcha-atrás atroz todos os dias e que, muito recentemente, até irradiou a Câmara da administração do Metro. PS versus PS por calendário eleitoral ou legítima rota de colisão de sensibilidades?

Insuspeitas referências de eminentes sumidades de ontem, estão, hoje, a contas com a Justiça que, velhota, pobre e entrevada, lá vai esperando que o tempo passe por ela e por nós todos, até que o crime compense e a voz nos doa.

Ronaldo origina transferências por verbas que, se são escandalosamente imorais em qualquer momento das nossas vidinhas, se tornam insultuosamente criminosas na propalada crise que nos sufoca e contribui para estender a fome a mais algumas dezenas ou centenas de milhões. O clube que entra com o pilim tem dívidas de incontáveis milhões - de outro tipo, claro -, mas isso nem é digno de referência... (- Chiça, que velhos do Restelo, sempre no bota abaixo do «progresso» futebolístico!).

Pouco, muito pouco, na verdade, nos sobra para permitir uma sanidade mental em níveis de razoabilidade e sustentabilidade, que é um conceito muito acarinhado, nos dias que correm.

Felizmente, ao nível interno, não se prevê nova maioria absoluta de Sócrates, caso contrário, lá para 2013, já deveria haver, pelo menos, umas sete ou oito auto-estradas paralelas a ligar Lisboa ao Porto (uma passando primeiro por Faro, outra primeiro por Madrid, uma terceira primeiro por Bragança e outra, ainda, primeiro por Vigo). Por cima, aviões, muitos, da Portela, de Alcochete e - quem sabe? - por baixo a linha de metropolitano que também uniria Porto e Lisboa e Madrid e o mundo todo!

Talvez os cornos do Manuel Pinho - salvo seja! - sejam, afinal, metáfora premonitória. Com tanto engano no ar, como não andarmos nós todos enfeitados?...

Afixado por: OrCa / 23:29


Junho 30, 2009

fotografando o dia (129)


sem rumo
aponto ao infinito o acerto incerto
e sinto o duro chão
de mim mais perto
sem voo ainda
ou mão
onde me aprumo

melhor se não houvera
tanto muro
ali onde devia haver caminho

e saber-me futuro
é impreciso
num presente sem ninho
onde agonizo

- fotografia e poema de Jorge Castro

Afixado por: OrCa / 21:16


Junho 29, 2009

Cânticos... e o coro, em 27 de Junho

Pela gentileza do Sofá Amarelo e, também, do Mário e da Clarinda Galante, há reportagem do evento, que aqui fica para memória futura.

Logo à abertura, a alegria de ver os amigos que, vindos de longe, responderam presente ao convite para as Caldas da Rainha: a Paula Raposo, a Clarinda e o Mário Galante, o Carlos Peres Feio, o Paulo Moura e família, a Nanda e o Rui Malheiros, etc., etc., etc. e este senhor, aqui abaixo, que, ainda por cima, vinha disposto a dizer um poema meu...

A mesa, da esquerda para a direita: Pedro Laranjeira, Fernanda Frazão, Gabriela Morais, Palmira Gaspar e o autor...

A sala, bem compostinha, da Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha - bem haja, Aida Reis, por toda a sua disponibilidade. Em primeiro plano, na foto, o pintor Carlos Mascarenhas a quem fico devedor do empenho na criação graciosa do cartaz para a divulgação do evento...


A violinista Beatriz Lourenço Morais, emprestando a sua música à sessão das palavras, com o apoio da pianista Liliana Lucas...


O Pedro Laranjeira que trouxe um sorriso, sob a forma de um poema, e assoberbou o autor com responsabilidades de altíssima fasquia...



Carlos Gaspar, da Comunidade de Leitores das Caldas da Rainha, responsável pela organização do evento...



O autor, já numa fase onde o exagero dos encómios o desvanecia, com vontades de dar um abraço ao mundo...



E não é que o Manuel Freire veio, mesmo, a dizer o poema? Excelente remate para uma tarde feliz: amigos a toda a volta e a poesia pairando em redor. Segue-se o próximo...



Por fim, autógrafos, com mimos... Definitivamente, muitas vezes, viver não custa!





Afixado por: OrCa / 02:01


Junho 23, 2009

o meu próximo livro

dia 27 de Junho de 2009 (sábado), pelas 15h30,

na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha

- edição da Apenas Livros, Lda. -

- capa da autoria de Alexandre Castro

Com organização da Comunidade de Leitores das Caldas da Rainha

Coligidas entre 2003 e 2009, situações diversas que foram contribuindo para o estado em que estamos, sugeriram-me olhares críticos, sobre aspectos da vida política e social, que agrupei nesta obra a que chamei Cânticos de Zomba e Zurzimento, óbvio arremedo das nossas queridas cantigas de escárnio e maldizer, onde fui colher o espírito e a ousadia.

Tentei não olhar a gregos nem a troianos nas alfinetadas desferidas, mas tão-só reservar-me o direito inalienável do cidadão atento quanto baste no superior usufruto das suas liberdades de opinião e de expressão, que tenho exercido em cada fórum onde a oportunidade se me depare.

Preço de capa: € 10 (dez euros). Quem estiver interessado na sua aquisição, remeta-me, por favor, informação nesse sentido, com indicação de endereço para envio, para jc.orca@gmail.com. Os portes estão incluídos no preço e o pagamento será efectuado por transferência bancária. Como habitualmente, o meu livro não estará disponível nos circuitos comerciais habituais.


Afixado por: OrCa / 23:54


Junho 20, 2009

fotografando o dia (128)


quanto vale o efémero da flor
que se abre ao dia numa alvorada
e que vive
no mais intenso fulgor
e fenece
mal acaba essa jornada?

teve um dia de glória
um apenas
duras penas que passou
p’ra ser mostrada
mas teve ela de pungente uma vitória
a de ser flor de um dia
e desvendada

- fotografia e poema de Jorge Castro

Afixado por: OrCa / 17:00


Junho 18, 2009

diciOrdinário ilusTarado

Sem tabus, nem preconceitos, com as teias de aranha varridinhas para debaixo do tapete da sala e com os cortinados da mesma imaculados, um grupo de seres pensantes, com destaque para a São, a Gotinha e o Raim, coligiram, organizaram, ilustraram e deram, agora, à luz esta obra que subverte lugares comuns instalados... dando nova cor à vida.

Manifesto-me, sem pudor, colaborador deste desvario às letras e aos costumes e, ainda para mais, honrado com isso.

Como nos diz (e alerta) a profundíssima São, ser-se ordinário não significa ser-se inculto e pornográfico, mesmo, é uma criança morrer de fome. Ou o tráfico sexual, as catástrofes humanitárias - Sri Lanka, Darfur (Sudão), Somália, Congo,... - a mudança de hora, as ofensas pessoais, o primeiro prémio do Euromilhões, a destruição da auto-estima, corrupção, intolerância, violência, hipocrisia, guerra, terrorismo, injustiça, racismo, banha da cobra... Enfim, acrescentaria eu, os valores da transferência de tantos jogadores de futebol e outros «desportos»

Tudo o resto, não passa de outro modo de ver ou de alguém se exprimir. Isso que é componente essencial dessa coisa extraordinária que se chama liberdade.

Aqui fica, pois, o desafio ou sugestão de leitura para algo inusitado, mas inspirador.

À venda nas livrarias a partir de 3 de Julho, podem, entretanto, fazer a vossa encomenda aqui.

Afixado por: OrCa / 08:54


Junho 16, 2009

noites com poemas - com Eduardo Mendes

Chegados que somos à 43ª sessão, consideramos ser esta uma boa altura de tomar o pulso, medir tensão, apurar colesterol e outras minudências às nossas Noites Com Poemas...

... Assim sendo, nada melhor do que fazê-lo mediante a avaliação qualificada de um Técnico de Saúde e, no caso, de um Médico - Eduardo Mendes - que nos trará Um Poema, Pela Nossa Saúde.

Não haverá filas de espera e alguma especial palpitação que ocorra há-de prender-se mais com a intensidade dos afectos do que por algum aperto, mitral ou outro.

A consulta, marcada para a próxima 5ª feira, dia 18, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana, será aberta, e queixas, se as houver, apenas poderão ser apresentadas sob a forma de poema.

Veremos qual a prescrição...

A sala é grande. Desta vez, como sempre, também podes vir, fazendo companhia aos que sempre estão. Traz um poema e um amigo, também.


E cá deixo um poema, ao jeito de tisana caseira:

Uma dor, à espera de atendimento nalgum centro de saúde

quando me chega o ardor
de sentir alguma dor
nalgum cavado de mágoa
daquelas quase estertor
socorro, senhor doutor
sinto os olhos rasos de água

que fazer?
que acontecer?
o que me irão prescrever?
qual o livro que hei-de ler
qual o destino a abraçar
p’ra depois não soçobrar
no insensível da fraga?

como saber escolher
entre o sorriso da flor
e o improviso do mar?
ter do céu esse requinte?
- haja então alguém que o pinte –

e no inconstante fulgor
da permanência da dor
que não tem como passar
ouvir dizer ao doutor:
«- entre o doente seguinte!»


Afixado por: OrCa / 00:43


Junho 14, 2009

1 - espírito da poesia
2 - estórias do amanhecer



Já em 2008 tive oportunidade de assistir a este evento. No Parque dos Poetas, em Oeiras, o Espírito da Poesia, pela Companhia de Actores.

Como se anuncia no folheto de divulgação «folha a folha, poeta a poeta, parque afora. A poesia vai guiando o público numa irreverência surpreendente, em cada quadro apresentado. A música, a cor, o som ou a sua ausência, o inesperado, o escuro da noite e a imaginação fazem o resto. A alma eleva-se e o sublime acontece...».

Imperdível.




Estórias do Amanhecer conheceram a sua alvorada ontem, dia 13, na Junta de Freguesia de Carcavelos. Última aventura do projecto Escrever É Um Lugar Tão Perto, - Café Grilo, Alto dos Lombos, Carcavelos - o quinto volume agora lançado, integra 71 textos de autores dos sete aos dezassete anos, concluindo um ciclo iniciado com o apelo a uma pequena comunidade que habita entre Carcavelos e Oeiras e a respectiva resposta dada por essa comunidade, em forma de contos, memórias, poemas...

Uma edição mais da Apenas Livros que, com coragem e empenho, assume estes desafios. Porventura, de reduzida relevância para a História da Literatura Portuguesa. Mas indubitavelmente um passo de gigante no que representa de participação e assunção de cidadania.

E quem daí nos dirá onde nos vai levar o que para muitos foi um primeiro passo e que para tantos é impensável ou de quase impossível concretização...


Afixado por: OrCa / 10:47


Junho 12, 2009

convite - Estórias do Amanhecer


No dia 13 de Junho (sábado), pelas 16 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Carcavelos, verá a luz do dia o V Volume do projecto Escrever É Um Lugar Tão Perto (Café Grilo, no Alto dos Lombos, em Carcavelos), cujo título é Estórias do Amanhecer.

Compõem-no 71 textos de autores cujas idades vão dos 7 aos 17 anos e, do seu preâmbulo, destaca-se a seguinte apresentação: «Escrita do amanhecer, outra forma de dizermos que é de pequenino que se molda o destino...».

Uma nova edição de cordel da Editora Apenas Livros, que conta, desta feita, com o envolvimento da Junta de Freguesia de Carcavelos, da Câmara Municipal de Cascais, através da sua Biblioteca Municipal (São Domingos de Rana) e da organização Rumo ao Centenário, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos e São Domingos de Rana.

Os autores e o grupo coordenador (Ana Bela Duarte, Alexandre Conceição, Luís Roxo e Jorge Castro) contam com a vossa presença.

Afixado por: OrCa / 07:56


Junho 11, 2009

mérito cultural

Pensei, para cima de duas vezes e meia, se haveria de dar conta, no Sete Mares, desta distinção...

A meio caminho entre a vaidade, o orgulho e a vontade de partilhar esta exaltação do ego, a par de sentir, desleixando modéstias, a satisfação pelo reconhecimento de quase uma cruzada que venho travando contra a indiferença e a pasmaceira, em favor da participação e da cidadania, decidi-me, então, por dar conhecimento pessoal do evento.


Assim, ontem, dia 10 de Junho de 2009, fui agraciado pelo Município de Cascais, pelas mãos do Presidente da Câmara, António Capucho, juntamente com os demais munícipes e instituições que se considerou serem dignos de destaque nas diversas áreas de actividade, com a Medalha de Mérito Cultural - 2009.

Um abraço forte, também, àqueles que, na Junta de Freguesia de Carcavelos, se interessaram, empenhadamente, na atribuição desta distinção: Zilda Costa da Silva e Manuel Machado.



Como tive oportunidade de transmitir, pessoalmente, a muitos e como, também, deixei simbolizado no momento da entrega do galardão, partilho-o com todos aqueles com quem tenho tido o prazer de contar em cada iniciativa, em cada actividade... em cada poema, afinal.

Também aqui, neste espaço que cultivo com o desvelo de um canteiro florido, o saber que conto convosco, me traz, para além de uma indizível satisfação, a noção clara da responsabilidade que advém desta partilha.

Assim, de galardão ao peito, ergo a minha taça: - À vossa!


Afixado por: OrCa / 11:02


Junho 08, 2009

as eleições

A alguém que me perguntou se o Sete Mares se distanciava do momento político, por lhe parecer que havia, neste espaço, algum alheamento à coisa eleitoral, respondo:

Claro que não. Mas o meu conceito de cidadania, considerando o acto de votar determinante, não se esgota, bem longe disso, num episódico acto eleitoral. A nossa caminhada é feita em cada dia e, felizmente, os meus dias têm andado bem recheados.

Mas, a esse propósito, diria que se me fosse dado alterar alguma coisa neste concerto de partitura viciada, uma coisa seria prioritária: acabar com a divulgação pública das sondagens.

Na verdade, considero esta uma das mais flagrantes distorções e preversões da vida democrática e de uma inutilidade que brada aos céus... Ainda assim, não há bicho-careto que não nos massacre a paciência, em termos dos media, com os «resultados das sondagens».

Sondagens que invariavelmente favorecem quem as paga e que também invariavelmente estão conotadas com o poder vigente; que patenteiam sempre erros grosseiros exactamente nos pontos onde, em cada eleição, se faz a diferença.

Subjacente fica o quê, a cada sondagem? Indução de comportamentos, por atestado de menoridade cívica aos eleitores? Promoção do absentismo por já estar tudo definido? Argumentação e munições para o circo eleitoral mediático?

Tudo isso, mas tudo não acrescentando nada à vivência democrática.

Para que servem, então, as sondagens senão como contributo para encarneirarem ainda mais o rebanho? Ah, o vizinho vota assim...? - Como se tal fosse necessário para eu definir a minha própria opinião.

E que nenhum desses gurus me incomode, em casa, com perguntas deste jaez. Garanto-lhe uma corrida em forma.

Quanto ao mais, o Sócrates estaria à espera doutra coisa? Se estava, ainda é pior do que se poderia imaginar, ao aliar a inconsciência à ineficácia obstinada.

Ah e um outro final apontamento: para aqueles profetas da desgraça que já predizem que se o equilíbrio eleitoral agora atingido se repetir nas legislativas tornará o País «ingovernável», direi tão-só o óbvio: mais ingovernável do que o tornou esta maioria absoluta será difícil.

Talvez seja esta a hora de se imaginarem, também na política, desenvolvimentos mais criativos e inovadores. E que passarão, inevitavelmente, pelo envolvimento, cada dia mais consciente, dos cidadãos. Valha-nos a Utopia!

Afixado por: OrCa / 09:26


Junho 06, 2009

CRAMOL - reconhecimento de mérito


Hoje, foi atribuída pelo Município de Oeiras, o galardão de Mérito Municipal - Grau Ouro - ao CRAMOL, em cerimónia solene a que assisti.

Une-me a este grupo de vozes femininas algo assim que se define pelo indefenível. Gosto e é tudo. Ah, e devo acrescentar que gosto muito e de há longa data!

Para além do magnífico conjunto de vozes, admiro-lhes a atitude, definitiva na escolha de repertório. Algo assim que nos enaltece na portugalidade que vale a pena.

Serão meras palavras minhas, soltas no vento... Mas ouçam o CRAMOL e, depois, falaremos.

Entretanto, este reconhecimento por mérito, que só poderá pecar por tardio. Mas que vem sempre a tempo e até honra quem o atribui.

Os meus parabéns às gentilíssimas «cramolas», deste admirador que vos estima.

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Afixado por: OrCa / 22:19


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